quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Sessão Petra








uuuáááááá!!!!
E aí galera! Metal de volta, depois de um jejum de postagens, mas sempre acompanhando o blog e o mundo cervejeiro, claro!
Desta vez estou no Rio, em meio ao caos que toma esta cidade maravilhosa. Pelo visto a chuva não vai embora por que tem uma frente que se estende da amazônia setentrional até o sul da Bahia. E daí pra baixo um cortinão. Coisa horrorosa! É pessoal, o clima tá mudando de verdade, bem embaixo do nosso nariz. Muita gente pode achar que é bobagem, mas as sequelas estão aí. E tá mudando muito rápido. Esse "verão" vai ser muito complicado. Correntes sem sentido, formações que não terminam, ventos onde antes não existiam. As águas de março já são águas de abril. Bom, mas vamos ao que interessa neste blog: uma sessão de 4 Petra`s!!!


Petra Aurum


Coloração realmente faz jus ao nome. Bem dourada. Creme bonito de pouca duração. Aroma bem leve, malte, também muito presente no sabor. Boa carbonatação. Retrogosto amargo do lúpulo, que depois se transforma em papelão. Boa cerva, exceto esse finalzinho. Poderia ser mais barata.


Petra Weissbier


Weiss bem fraquinha. Não sei qual me decepcionou mais, se a Bohemia ou esta. Excesso de carbonatação, totalmente inadequada. Uma cerveja muito desequilibrada resume esta Petra.


Petra Schwarzbier


Cerveja escura, excessiva carbonatação, creme denso, madeirado, porém breve. Torrefação sem graça. Boazinha, mas sem muita graça. Pra se tomar quando não tiver outra.


Petra Bock


Aroma adocicado, metálico, que se mostra presente no sabor. Mais uma vez carbonatação elevada, mas ficou melhor nesta. Reduziu o excesso de doce acumulado no retrogosto. Me deu vontade de tomar um cognac com ela, acho que para eliminar o gosto residual enjoativo.


São cervejas tão sem graça que, além do preço, têm o mesmo volume álcoolico (excessão da lager).
R$8,75
Vol álc.:6,2% (Lager:5,2%).


Vou ficar devendo uma boa harmonização dessa vez, afinal é preciso de uma boa inspiração!


`Té mais!


Trilha sonora dessa degustação em altíssimo nível, com a banda Pequena Morte. Pra dançar e se divertir. Ska de primeira! 

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Clubs Noturnos e as Cervejas Importadas


Hail!!! E as cervejas especiais começaram a invadir todos os lugares mesmo. Para nossa sorte! Terça-feira passada, foi aniversário do meu irmão, Dj Binho e, ele fez uma das comemorações no Club Velvet. Um dos últimos a abrir em BH, que tem tradição de abrir e fechar clubs todo ano. Esse já está durando bem. O dono e idealizador já teve várias bandas em BH: Tristão, conhecido da Savassi.

Realmente a Velvet é o melhor club "inferninho" atual de BH. Com um visual típico, teto baixo, paredes pretas com plotters e adesivos estilo pop art de Roy Lichtenstein, mesinhas altas e um belo balcão, pra quem quer este tipo de programa é uma excelente opção. Principalmente pelos 3 potentes ar-condicionados, que não deixam a casa virar um verdadeiro infernão. O som estava a comando do Dj Binho, claro, com bons revivals anos 80.

Recentemente com a lei anti-tabagismo aprovada em BH, os fumantes não estão muito contentes. Não é mais permitido fumar na casa, só fora dela. Os fumantes recebem pulseiras e tem que sair pra fumar. Isso ainda não está funcionando muito bem. Como tudo no nosso país e o insuportável "jeitinho brasileiro" de ser, estúpido, chato e de se achar mais esperto que os outros, muitos começaram a fumar dentro da casa, desrespeitando quaqluer questão ética, educação e bom senso. Pelo menos agora a lei está pra valer e quem fumar vai levar multa, assim como a casa. Não sou a favor da lei e até a acho dura demais. Mas é uma falta de respeito pela lei em questão, pelos não fumantes, pela casa e pelo dono da casa. Se o cara e a casa dele aderiram à lei, é certo que eles não querem mais fumaça lá dentro.

Bom, o que queria mesmo dizer é que o bar tem um belo balcão, com amendoins e pipocas free, coisa rara em BH. Fora isso uma bela quantidade de drinks especiais preparados pelo barman. E o mais importante. Cervejas especiais. Guiness, London Pride, Erdinger e Paulaner são os destaques. Há algumas nacionais, Devassa, Backer etc. O detalhe ficou evidente na foto. Londo Pride em copo de cerveja de trigo? Ok, tá bom, só falta um pouquino para as coisas ficarem bem profissionais! Até lá, vamos bebendo cervejas especiais nos copos lagoinha, tulipas, caldereta, todos no melhor estilo "jeitinho brasileiro" de ser, o que vimos pelos posts anteriores, não é privilégio só das casas noturnas.

Site da Velvet - clique aqui.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

La Trappe Isid´or






Estilo: Belgian Pale Ale
Álcool: 7,5% ABV
Garrafa: 750 ml

Hail!!!
Quinta-feira passada o confrade Tande apareceu em BH. Metal também estava aqui e marcamos uma breja rápida no Frei Tuck. Só faltou o Felipe. Quando cheguei, os caras já estavam bebendo a ótima La Trappe BockBier. Foi quando vi naquele quadro negro do bar, La Trappe Isid´or. Perguntamos para o garçom e ele disse que era lançamento. Depois fui saber que a cerveja é uma edição especial e comemorativa dos 125 anos da cervejaria De Koningshoeven, La Trappe.

Mantendo o clássico rótulo só que ainda mais clássico, com a imagem de um monge no rótulo, parece que o rótulo foi feito há 200 anos atrás, uma cara bem antiga e tradicional, o que pra uma cerveja é muito bom. Belíssimo nome. Quando aberta, um buquê floral e herbal, típico das trapistas. Coloração âmbar, lavado e um pouco turva. Boa espuma branquinha e que logo se dissipa, na taça da La Trappe. O aroma, como já dito, é bem floral e herbal, lúpulo presente sem se destacar demais. Lembra a Leffe Blond, só que mais apurada. No sabor bastante leve, malte bem fraquinho e lúpulo. Uma boa sensação frutada, e um fundinho salgado. Álcool perceptível mas sem incômodos. Bem carbonatada, no final e no retrogosto há uma sensação bem menos doce do que o aroma sugere. No balanço geral é uma boa cerveja.


Não é meu estilo preferido, eu e o Tande por exemplo, achamos que a BockBier, que veio antes da novidade, é muito melhor.

Nota Geral: 3.3/5
Aroma: 7/10
Aparência: 3/5
Sabor: 13/20
Sensação: 3/5
Conjunto: 7/10

Até a próxima!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Frango assado na cerveja



Hail!!!! Hoje venho relatar uma receita muito simples e comum mas que está presente em todos os lares de bom gosto do nosso Brasil. Quem tem uma mama cuidadosa no domingão ou uma avó daquelas cozinheiras de mão cheia, já deve ter provado um franguinho assado delicioso desses, com o que eu chamo de "ólinho verde da vó Bárbara", que nada mais é que a mistura do azeite e da gordura que a carne solta ao assar.

Esta receita está aqui porque além de levar cerveja na receita, combina muito bem com uma boa pilsen.

Para fazer é muito simples. Usei 4 pedaços de sobrecoxa, 8 fatias finas de bacon, 4 dentes de alho e uma lata de Heineken. Uma adição boa é pimentão, cebola e tomate. Pode-se bater tudo no liquidificador e jogar por cima. Neste que fiz aqui, não teve esta adição. Peguei as sobrecoxas passei a famosa mistura "salho", só que esta produzido pelo sogrão, muito bom por sinal. Depois de feito isto, coloquei as fatias de bacon por cima da carne e os dentes de alho, cortado em filetes bem finos. Pra fechar, salpiquei um pouco de curry.

Levei ao forno já quente e deixei assando. Depois de uns 30 minutos no forno, joguei a cerveja, meia lata. Antes fiz uns furos leves nos pedaços, para deixar o tempero penetrar melhor. Durante todo o processo segui este ritual, abrindo o forno e pegando com a colher o caldinho todo e jogando por cima dos pedaços, até que ficassem dourados e, claro, com o
"ólinho verde da vó Bárbara"!

Bom apetite e até o próximo prato ou cerveja!

Fuller´s India Pale Ale



Estilo: India Pale Ale
Álcool: 4,9% ABV
Garrafa: 500 ml

Hail!!!
Agora só rola post em dia de aniversário? Para o niver do confrade Felipe, compramos várias Heinekens, uma IPA da Colorado e uma IPA da Fullers.

A cerveja é espetacular. Equilibrada, aroma no ponto, típico das inglesas. Coloração âmbar, espuma branca, sem muita carbonatação. Sabor de entrada levemente seco e amargo, final um pouco salgado e levemente amargo, leve e bem equilibrado, mais uma vez. Não deixa muito sabor na boca, retrogosto leve, fácil de beber. Tem personalidade embora seja leve. Excelente bebida mas continuo preferindo a ESB da Fullers!


Nota Geral: 3.4/5
Aroma: 7/10
Aparência: 3/5
Sabor: 12/20
Sensação: 4/5
Conjunto: 8/10

Até a próxima!

Bohemia Oaken




Estilo: Wood Aged Beer
Álcool: 6% ABV
Garrafa: 550 ml

Hail!!!
O metal já tinha cantado esta bola, de colocar a cerveja no carvalho. A Bohemia foi lá e fez!

Sem preconceitos, fui lá e comprei uma para provar com o confrade Felipe. Não achei nada espetacular mas está longe de ser ruim. Com uma belíssima apresentação, coloração avermelhada e amadeirada, um pouco escura, tem uma belíssima espuma branca e cheia de bolinhas. Praticamente nenhuma carbontação. O aroma, que foi o segundo e último quesito em que encontrei uma sensação de madeira, o tal do carvalho, é leve mas realmente tem um buquê amadeirado. O sabor é amargo na entrada mas um tanto leve e sem corpo. Não há retrogosto que se destaque. Um pouco metálica. Não tem sabor de carvalho e a sensação do carvalho fica só no visual e, de leve, no aroma. Fácil de beber mas acho que o preço não a deixa interessante.

Nota Geral: 2.8/5
Aroma: 6/10
Aparência: 4/5
Sabor: 8/20
Sensação: 3/5
Conjunto: 7/10

Até a próxima!

domingo, 8 de novembro de 2009

Cerveja e Café Viena


Ontem comemoramos o aniversário do confrade Tande no Café Viena, aqui em BH. Tradicional bar e restaurante, sempre ostentando seus quase 400 rótulos de cerveja, é uma excelente opção sob a batuta do nosso amigo Welerson. Além de todas estas cervejas, tem ótimos pratos típicos da região da Áustria, Alemanha e também alguns brasileiros.

A costeleta de porco ripada com barbecue é uma das melhores de Belo Horizonte. O atendimento, quando a casa não está muito cheia é bom. Quando o Welerson está lá regendo tudo, o atendimento fica muito melhor e mais divertido, uma vez que ele indica algumas coisas, conversa sobre a história das cervejas, indica o que harmonizar melhor, sobremesas etc.

Ontem ficamos conhecendo a cerveja própria do Café Viena. Uma pilsen refrescante que não vai se chamar Viena por problemas de registro. Não foi divulgado seu novo nome. A cerveja é realmente boa, refrescante e levemente frutada. Pouca carbonatação, espuma branca e coloração amarelo claro, um pouquinho turva. Ao servir meus confrades sentiram um aroma de banana no ar, coisa que eu confesso não ter sentido em hora alguma. Para mim, o aroma dela é o aroma comum e normal de uma pilsen: levedo e malte. Este último, bem de leve. Uma das coisas que pude notar e matei na hora foi o fabricante da cerveja: a Krug Bier, aqui de BH.

O preço exagerado, na opinião de todos, não deixou esta cerveja tão interessante. Oferecer uma pilsen de fabricação própria, no próprio bar, por R$ 13,90, não é lá a melhor tática de vendas. Logo prefiro uma Heineken ou uma Kaiser Gold por R$ 3,90. Quem sabe, este não é só o preço momentâneo de lançamento.

É legal a idéia do Welerson de produzir sua própria cerveja, ainda mais com a Áustria Bier, que cresce cada vez mais. Claro que ele vendo todo dia o que sai de pilsen no próprio bar, até demorou pra tomar esta atitude.

O que mais uma vez ficou a desejar, ontem principalmente, foi o atendimento. O que me fez sempre preferir, indicar com boas recomendações e sempre voltar ao Café Viena, ontem estava triste. Bar lotado, tudo o que o dono pode querer mas, o atendimento estava péssimo. Garçom que esquece de anotar bebidas, comida que demora demais pra chegar, copos totalmente inadequados para as cervejas especiais, enfim, todas estas coisas fazem com que pensemos duas vezes antes de voltar lá, principalmente pelo preço geral do cardápio e da carta de cervejas, que não é nem um pouco baixo.

Como somos conhecidos e já colegas do Welerson, demos um toque nele sobre estas coisas e ele foi muito receptivo, pedindo desculpas e até mesmo presenteando o aniversariante da noite com qualquer cerveja que ele quisesse daquela preciosa geladeira em frente ao caixa.

Sucesso para a cerveja Viena e para o bar. E mais sorte pra nós no próximo encontro por lá.